terça-feira, janeiro 16, 2007

Mar de palavras

Escrevo no azul do céu a transparência de um discurso que me sai da alma. Das profundezas do meu espírito saem centenas de caracteres que exprimem o que sinto.
Deixo o meu inconsciente usar a tinta persistente, aquela que nem a passagem da nuvem conseguem apagar, não se desfaz, e todos os dias o céu nocturo exibe a minha linguagem.


A luz prateada e cintilante que brilha na noite escura não são mais do que palavras que te dedico, cada estrela traz uma história, uma recordação, um momento... Cada constelação transporta uma filosofia de vida e delicio-me a segredar às minhas confidentes momentos que só eu e tu conhecemos e sabemos que existem.

Prefiro olhar a lua e esvaziar os meus pensametos, nela depositando todos os meus sonhos, vivências, angústias e esperanças. O contexto em que partilhamos os nossos sentimentos assim o obrigam. Não conheço os limites do amor e de amar-te.

São fragmentos do meu ser que deixo flutuar na reminescência de mim mesma. Vagueiam sem rumo pelo disperso espaço do universo, a galáxia habitável vai encolhendo com o peso das minhas histórias.
Olho as estrelas cintilantes e vejo a luminosidade do teu olhar, nesse brilho perco imediamente a minha orientação.

Os reflexos do calor das noites mágicas, rompido o escuro da noite com a irrequieta luz da flor de lotus, estremecem cada nervo, e se eles são aos milhares, imagina a repercussão que eu sinto deste lado.
Quero perder-me novamente nesses instantes únicos, deixar que a minha alma capte a tua suave temperatura, o teu doce toque...

Não quero viver se não puder ter novamente esse momento, se não puder escrever mais uma história do nosso romance em outra estrela.
Sou feliz por te ter neste planeta comigo, os teus raios de calor aquecem o mundo onde vivo e a tórrida luz do teu sorriso fazem florescer as pétalas das flores onde me deito..
Não vivo só neste mundo porque sei que te tenho perto de mim, não importando onde realmente estás, apenas da recordação e da leitura desses momentos se vive. EU vivo assim... apenas porque sou assim...