Pecado da existência
Conhecer os limites das nossas aspirações... certamente que não, são infinitos. Apenas devemos deixar respirar a vida e senti-la, a vida, pulsar no nosso coração. Um gesto simples, viver, não deve ser complexado com atitudes e pensamentos menores.
Temia percorrer cada centímetro deste chão que me levava até ti... Sentia uma dor interior poderosa a invadir-me letalmente cada vez que surgias no meu pensamento. Não podia permitir que o meu Eu aspirasse a algo mais que um olhar descomprometido.

O perigo desse lugar que esperava alcançar era tão elevado que me ele próprio me incentivava a continuar. Viver no limite é uma sensação vertiginosa, mas indescritível.
Á medida que caminho sinto-me cada vez mais presa por um fio, contudo, esse é o um fio de um laço que fortalece a cada dia que passa e, de repente, já estou na outra margem e sinto-me liberta, tranquila.
Olhar o pecado não é um dilema ilícito, talvez antes uma grave perturbação de um espírito, até agora, esvoaçante... Mas permitir alcançar esse pecado e torná-lo no ingrediente mais eficaz desta existência, é um fruto proibido que alimenta o meu ser.
Não há limites para amar, para viver, para criar, para imaginar. Nunca. Nem eu permitiria agora que renasci para a vida. Nesta nova fase acredito apenas num lema: vale a pena sonhar!!!
A Sociedade Civil não está ainda preparada para entender o poema que é a minha vida, não por ignorância, mas por incapacidade de interpretação livre de preconceitos e ideias pobres.

Respirar para viver pode ser um princípio verídico na Medicina, mas para mim, fugaz mortal de um mundo sem cor e rosto, a única chama que alimenta a vida vem de dentro, do lugar do sentimento, da substância que me permite amar e sonhar.
Este é um grande ensinamento que aprendi com um sábio, um mestre na descodificação dos símbolos e com o dom apurado de descomplexificar aquilo que não pode ser complicado por natureza: a VIDA! Obrigada a ti...
